Resenha do livro Star Wars: Into The Dark de Claudia Gray

Star Wars: Into The Dark
Star Wars: Into The Dark

A Alta República ganha mais um capítulo em sua história com Star Wars: Into The Dark e nós vamos trazer um pouquinho desta obra para vocês, em um review SEM SPOILERS.

 

Star Wars: Into The Dark é o terceiro livro lançado do projeto multimídia que trás para nós, fãs, as histórias da Alta República.  Para quem está chegando agora neste universo, a Alta República se passa 200 anos antes dos acontecimentos do Episódio I – A Ameaça Fantasma. Nesta época, as fronteira da República ainda estão se expandindo e a Ordem Jedi se encontra no ápice de sua glória. Foi o livro Light of the Jedi de Charles Soule, que estreou o projeto e nos apresentou ao início desta saga com a explosão da nave Legacy Run e a Grande Catástrofe. Tudo isso causado pelos novos vilões da saga: os vikings espaciais chamados Nihil.

Agora, Claudia Gray nos apresenta uma nova ameaça, mais ligada ao Lado Negro da Força.

A história do livro acompanha a jornada do Padawan Reath Silas em sua jornada para o Starlight Beacon para se encontrar com sua mestre, Jora Mali. Nesta viagem também embarcam os Mestres Cohmac Vitus e Orla Jareni, além do Cavaleiro Dez Rydan, ex aluno de mestre Jora. O grupo parte a bordo da nave Vessel, comandada por Leox Gyasi, Affie Hollow e o pedregoso Geode. Silas é um padawan atípico: ele prefere o aconchego dos estudos na Biblioteca Jedi à sair por aí em aventuras. Por isso, deixar Coruscant para ir para a fronteira do espaço conhecido é algo que não está em sua lista de coisas preferidas a se fazer.

Cada um dos personagens também apresentam dramas pessoais. O passado compartilhado de Cohmac e Orla, cuja primeira missão como padawans terminou em tragédia permeia todo o livro. Além disso temos a relação de Affie com a mãe, que também é a líder da guilda para quem a tripulação da Vessel trabalha. Tudo isso dá profundidade aos personagens enquanto a história principal se desenrola.

A jornada do grupo é interrompida quando destroços da Legacy Run atingem a nave no hyperespaço, forçando-os a ir para sub-luz, mostrando uma excelente interconexão com Light of the Jedi. Além da Vessel, muitas outras naves também saíram do hyperespaço naquela região. Quando uma tempestade solar força a todos a buscar um abrigo é que o grupo descobre uma antiga estação espacial abandonada. A estação pertencia aos Amaxines (uma antiga raça guerreira, já apresentada no livro Legado de Sangue, também de Claudia Gray). E é aqui que as coisas começam a ficar interessantes.

Na estação os Jedi imediatamente sentem a presença forte do Lado Negro. Ao mesmo tempo que o mistério sobre a fonte dessa energia maligna se estende demasiadamente para ser revelada (deixando o livro um pouco arrastado em algumas partes) a revelação em si não decepciona. Sem entrar em maiores detalhes, a ameaça se revela quase no final da narrativa, trazendo para nós, leitores, uma nova espécie: os Drengir. Uma raça de plantas sencientes com um grande apetite por carne aprisionada pelos Sith a muito tempo atrás. Para saber mais dos Drengir confira ESTE ARTIGO.

Quando os Nihil entram no jogo para tentar tomar o controle da estação dos Amaxines, somando-se à nova ameaça representada pelos Drengir é que a ação da história atinge o seu ponto máximo. Ameaça, esta, extremamente necessária para dar à Alta República um adversário a altura dos Jedi da época. Coisa que apenas os Nihil ainda não haviam conseguido transmitir ao leitor.

Assim, com um novo desafio e com um desfecho que nitidamente deixa claro que muita coisa ainda está por vir, Star Wars: Into the Dark é um excelente capítulo nessa grande saga que está apenas começando. E se o intuito do livro era nos deixar ansiosos pela continuação desta cadeia de acontecimentos, pode-se considerar a obra como um sucesso absoluto.

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