A Força: Como ela é vista através dos olhos da Alta República

 

 

A Força é o que dá poder ao Jedi. É um campo de energia mística criado por todos os seres vivos, ela nos envolve e penetra. É o que mantém a galáxia unida.

 

Força sempre foi o assunto central de Star Warssendo abordado em todas as mídias possíveis da saga – sendo livros, jogos, quadrinhos, séries e etc. No mais novo romance que inaugurou a era da Alta República, temos um vislumbre maior e mais amplo de como ela funciona para cada usuário – no caso, Jedi – e como eles a interpretam, dando mais profundidade ao seu vasto misticismo.

Light of the JediLuz dos Jedi em tradução livre – chegou no dia 5 de Janeiro e teve uma recepção muito boa por parte dos fãs e o fandom da saga como um todo, introduzindo uma nova era ambientada 200 anos antes da saga – mais especificamente, 232 anos antes de Uma Nova Esperança, sendo 200 anos antes de A Ameaça Fantasma -, onde os Jedi e a República estavam em sua Era de Ouro a caminho de uma época de Grandes Obras e progresso sob a liderança – altamente qualificada e competente – da Chanceler Suprema Lina Soh – ao lado de seus dois targons: Matari e Voru.

 

AVISO: TAL ARTIGO CONTÉM SPOILERS DO LIVRO LUZ DOS JEDI DA ALTA REPÚBLICA.

Durante o decorrer da obra, podemos ver que a Força está agindo de uma maneira diferente e mais ampla nessa época, trabalhando em harmonia para com os Jedi dessa época, diferente do que vemos na Trilogia Prequela – Episódios I, II e III, onde o próprio Mace Windu admite que a habilidade dos Jedi de usar a Força, diminuiu.

 

Avar Kriss. Mestra Jedi e Estrela da Ordem

E, como consequência de sua maneira mais atípica de agir, podemos notar que a Força também parece ser única para cada Jedi. Aqui alguns exemplos:

Avar Kriss é conhecida como a Jedi-modelo da Ordem nessa época: altruísta ao extremo, bondosa, generosa e poderosa na Força. Vemos através do desenrolar de A Luz dos Jedi que Avar possui uma habilidade peculiar que lhe permite conectar todos os usuários da Força de um sistema ou planeta, criando assim uma rede de conexão e comunicação através da Força entre todos, fortificando seus laços; a mesma habilidade de Anakin Solo, Jacen Solo e Jaina Solo na continuação Legends, Force Meld – em tradução literal, Fusão da Força -, que permitia aos filhos de Leia e Han de criar uma rede de conexão entre todos os Jedi, visto na saga de livros The New Jedi Order que narra os eventos durante a Guerra Yuuzhan Vong – como um refinamento da famosa Meditação de Batalha vista em Tales of the Jedi  – em tradução literal, Contos dos Jedi – pelo Mestre Jedi Odan Urr e em Knights of the Old Republic I – mais comumente conhecido como KOTOR I – pela Jedi Bastila Shan.

Com essa habilidade, Avar conseguia sentir e, principalmente, ouvir a Força como uma canção, onde cada Jedi e usuário da mesma compunha um refrão importante da letra da música em contribuição mútua para todos. Para ela, a Força se comunicava com ela como uma músicaassim como a canção que os Jedi sentem emanando de seus cristais kyber – cristais que compõem o núcleo do sabre de luz.

 

Elzar Mann. O Jedi nada-ortodoxo dessa nova era

Elzar Mann é um Cavaleiro Jedi – até o fim do livro, quando se gradua – conhecido por ser pouco ortodoxo, gostar de explorar novos ares e experimentos da Força – não bem vistas por outros Jedi – e ser do Trio de Ouro dessa época, junto com Avar Kriss Stellan Gios, amigos inseparáveis desde os tempos de Younglings. 

Durante os eventos que colidem no Grande Desastre que espelhou no sistema Hetzal, através da rede de conexão da habilidade de Avar, Elzar sentia a Força lhe chamando como um mar; um mar profundo, vasto e infinito, inacabável, o que coincide com a visão do Jedi vista ao decorrer da obra, da Força ser algo ilimitado e expansivo – o que, de fato, é. 

 

Ahsoka Tano. Ex-Jedi que compartilha semelhanças com Mestra Malli

Durante o livro-estréia da Alta República, uma Jedi bastante única – e que, modéstia à parte, fora uma das personagens a qual mais me apeguei durante a obra inteira – e profunda fora nos apresentada, a Togruta Mestra Jedi e membra do Alto Conselho Jedi, Jora Malli. Assim como Ahsoka Tano que veio centenas de anos depois na linha do tempo, Jora Malli era uma membra da raça Togruta e – pasmem – possui um sabre branco também. No livro, é revelado que ela conseguiu o mesmo quando purificou o cristal kyber vermelho de uma antiga lança de luz Sith, tornando-o branco, fazendo o mesmo processo que Ahsoka fez com os sabres do Sexto Irmão dos Inquisidores, conforme mostrado em seu livro.

Quando Avar Kriss remonta sua rede de conexão com sua habilidade única durante a Batalha de Kur, Mestra Malli relata que ela sentia e via a Força como uma… força. Simplesmente isso. Algo de onde você tira forças, determinação e esperança, ainda mais quando o refrão da mesma ecoa em sua conexão com a mesma.

Através dessas mesmas interpretações, podemos ver como o cânone de Star Wars aprofunda ainda mais o misticismo, poder grandeza ampla da Força no universo da saga, mesmo em uma época onde a mesma está sendo ameaçada – como o texto introdutório de Alta República menciona. Agora, nos resta saber como a Lucasfilm e o time à frente da Alta República – Charles Soule, Cavan Scott, Justina Ireland, Claudia Gray e Daniel José Olderirão nos conduzir da época de ouro dos Jedi até o famigerado declínio e época de decadência da mesma quando chegamos em A Ameaça Fantasma, Ataque dos Clones e A Vingança dos Sith.

A Alta República: Luz dos Jedi lançou no dia 5 de Janeiro desde ano (2021) e já está disponível para venda na Amazon.

 

 

 

 

 

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